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O melhor vinho branco do mundo é português e custa menos de 10€

Pela primeira vez o melhor vinho branco do mundo é português. Medalha de ouro para Conde D’Ervideira, no concurso mais exigente para vinhos brancos.

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vinho branco
Vinho branco

O melhor vinho branco do mundo é português e custa menos de 10€

Agora pode impressionar os seus amigos, sem gastar muito, para ter um dos melhores vinhos brancos do mundo à mesa. O Conde d’Ervideira Branco ganhou uma medalha de ouro num concurso internacional e está à venda em Portugal por menos de 10€.

Estavam à prova os 16 melhores vinhos brancos do mundo e, pela primeira vez, um vinho branco português arrebatou a medalha de ouro.

Nelson Rolo, enólogo da Ervideira e responsável pela produção dos vinhos medalhados, não esconde que estes galardões foram recebidos «com grande satisfação e orgulho». «Vermos reconhecida a qualidade dos vinhos que criamos dá-nos um estímulo e um incentivo para o futuro. Pretendemos continuar a desenhar vinhos de grande qualidade e a poder partilhar esses vinhos com os clientes, enófilos e amigos. A nossa aposta passa pela valorização das castas autóctones, para criarmos vinhos únicos, que expressem o terroir onde são criados», sublinha.

Conde D’Ervideira Reserva Branco de 2016

Para Duarte Leal da Costa, diretor executivo da Ervideira, o reconhecimento granjeado lá fora revela-se «de extrema importância para o negócio, visto que 40% da nossa faturação é proveniente de exportação». «Prémios como este permitem-nos uma maior visibilidade e confiança por parte dos mercados externos», acrescenta.

 

Os 10 melhores vinhos portugueses por menos de 10 euros

Procura vinhos bons e baratos? A nossa lista apresenta-lhe os melhores vinhos portugueses por menos de 10 euros. São vinhos bons e baratos, produzidos em várias regiões do país pelos mais reputados enólogos e que ganharam vários prémios internacionais.

Nome do vinho: José de Sousa 2012, José Maria da Fonseca
Região: Alentejo
Preço: 7,50/8 euros
Castas: Grand Noir, Trincadeira, Aragonez
Porque é que é bom: “O tinto tem as características que o identificam com a zona quente da planície: os tons aromáticos de fruta madura, as notas de couro e as sugestões vegetais secas, tudo aquilo que o torna apetecível à mesa”. Não é para grande guarda, mas sim para dar prazer a partir do momento em que chega à boca.

Nome do vinho: Cabriz Reserva 2011, Dão Sul
Região: Dão
Preço: 7 euros
Castas: Touriga Nacional, Alfrocheiro, Tinta Roriz
Porque é que é bom: o Dão produz os vinhos mais elegantes do país, embora haja excepções tanto para o bem como para o mal. Na região marcam presença vinhos elegantes, “sempre com boa acidez”. A sugestão em causa não foge à regra: “Este tinto é sempre uma boa aposta porque tem mantido uma consistência de qualidade muito interessante”. Além de ter uma vocação gastronómica, “é um sucesso garantido”.

Nome do vinho: Quinta das Carrafouchas 2009
Região: Lisboa
Preço: 8 euros
Castas: Touriga Nacional e Aragonez
Porque é que é bom: Aspecto límpido, cor intensa e com lágrima presente. Ao nariz de um provador chegam aromas jovens e frutados, além de “evidentes” notas florais. Os taninos também são perceptíveis e a adstringência não é muito intensa. Destaca-se um corpo médio e um final persistente. Feita a ficha técnica, aconselha-se que o vinho seja bebido a uma temperatura de 16/18º C.

Wine and cheese

Nome: Quinta Vale de Fornos Syrah Reserva 2012
Região: Tejo
Preço: 8/10 euros
Castas: Syrah
Porque é que é bom: a Syrah foi plantada pela primeira vez no Ribatejo, daí que este seja um dos terroirs de eleição da casta. O vinho em questão é intenso de aromas e volumoso no sabor, assegura o escanção. O aspecto é opaco, a cor muito densa e — à semelhança do outro vinho por ele recomendado — tem lágrima presente. Notam-se ainda aromas frutados e a presença evidente do cacau. “Para quem não conhece a região, o vinho é um óptimo cartão-de-visita da qualidade da zona.”

Nome do vinho: Quinta da Mimosa 2012, Ermelinda Freitas
Região: Palmela
Preço: 8,70 euros
Castas: Castelão e Periquita
Porque é que é bom: O vinho é proveniente de vinhas velhas de Castelão, com cerca de 50 anos, e é tido como um dos “grandes vinhos da região com um preço verdadeiramente brilhante”. Possui uma “cor imensamente concentrada” e um “aroma muito cheio”. Tem ainda uma “enorme estrutura na boca, taninos de belo calibre e profundidade notável”. O vinho apresenta qualidade quando jovem, apesar de ter um potencial de guarda significativo.

Nome do vinho: Porta de Cavaleiros Reserva 2012, Caves São João
Região: Dão
Preço: 7,40 euros
Castas: Touriga Nacional
Porque é que é bom: Feito 100% com Touriga Nacional, exibe frescura, intensidade e presença de frutos silvestres frescos. “Na boca brilha a frescura, uma estrutura fina e sólida, fluída, saborosa e de comprimento assinalável”. “É um vinho de prazer, nem sempre imediato, mas que se entranha e que lentamente entra no gosto de quem procura singularidade.” O vinho tem capacidade de envelhecer nobremente.

Wine-Tasting

Nome do vinho: Quinta do Barranco Longo 2012
Região: Algarve
Preço: 6,95 euros
Castas: Aragonez e Cabernet Sauvignon
Porque é que é bom: apresenta aromas de frutos vermelhos maduros, algum vegetal e especiarias. A temperatura ideal para prová-lo ronda os 16/18º C. “Recomendado com pratos de carne de vitela e de porco, grelhada ou estufada.”

Nome do vinho: Quinta do Monte Travesso 2012
Região: Douro
Preço: 7,50 euros
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca e Sousão
Porque é que é bom: Cor rubi, aromas complexos marcados pela fruta vermelha intensa e um leve toque de notas fumadas. “Na boca, o vinho tem um bom ataque a fruta madura, longo e apelativo”, diz ainda. O vinho “bastante agradável e com boa estrutura de taninos” deve ser servido a uma temperatura ideal de 16º C e deverá poderá acompanhar — idealmente falando — pratos de carne vermelha.

Nome do vinho: Quinta do Vallado 2013
Região: Douro

Preço: 8 euros
Castas: Touriga Franca, Tinta Roriz, Touriga Nacional, Sousão e vinhas velhas
Porque é que é bom: a Quinta do Vallado é “uma das quintas mais antigas e famosas do Vale do Douro” — construída em 1716, pertenceu à lendária Dona Antónia Adelaide Ferreira e mantém-se até hoje na posse dos seus descendentes. “O Quinta do Vallado [vinho] representa a segurança de comprar um vinho tinto de enorme qualidade a preços mais que comedidos. Um rótulo que oferece consistentemente vinhos muito bem feitos na proporção certa entre entusiasmo e contenção.”

Nome do vinho: Dom Rafael 2011, Herdade do Mouchão
Região: Alentejo

Preço: 8/8,50 euros
Castas: Alicante Bouschet, Aragonez e Trincadeira
Porque é que é bom: O vinho apresenta uma intensa cor granada e ao paladar chega uma macieza inicial, seguida de frescura em boca e persistência assente em “sólidos e sedosos taninos”, tal como se lê na página Vinhos do Alentejo. O vinho estagiou 12 meses em madeira e a maturação em garrafa levou outros seis meses.

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