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8 semelhanças entre portugueses e brasileiros

De longe, parece que somos dois países completamente diferentes. Mas se prestarmos atenção, podemos descobrir semelhanças incríveis entre as duas nações.

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Portugal e Brasil

Quando falamos sobre Portugal, a primeira coisa que percorre a mente dos brasileiros pode ser a colonização portuguesa sobre as nossas terras, também pode ser mencionado o pastelzinho de Belém, a famosa sobremesa lusitana e claro, as piadas com os portugueses que os brasileiros não conseguem evitar, devido ao lendário senso de humor brasileiro.

A relação entre estes países já  teve altos e baixos, mas o fato é que Brasil e Portugal permanecem tendo uma boa relação comercial e política. Isso, sem contar o maior legado brasileiro deixado pelos portugueses, a nossa língua. Sotaques diferentes à parte, somos capazes de dialogar e compreender uns aos outros. Isso é o que importa.

De longe, parece que somos dois países completamente diferentes. Mas se prestarmos atenção, podemos descobrir semelhanças incríveis entre as duas nações. Ora veja:

 

1 – Feijoada

Tripas à Moda do Porto

O mito diz que os escravos separavam as partes do porco que eram dispensadas pelos portugueses ou descendentes de portugueses que viviam no Brasil, como pé de porco, orelha e outras partes que não eram aproveitadas pelos senhores, para misturar com o feijão e assim terem uma refeição mais enriquecida.

O problema dessa lenda é que essas partes do porco nunca foram consideradas restos pelos portugueses, pelo contrário, elas eram e continuam sendo pedaços nobres e aproveitados por completo. Os escravos brasileiros, por outro lado, raramente se alimentavam de carne, sendo as suas refeições basicamente compostas por farinha e água.

A feijoada varia de região para região, assim como no Brasil. Em Portugal é comum eles utilizarem o feijão branco, enquanto que por aqui nós preferimos o feijão preto. O que todos concordam é que no fim das contas, essa é uma paixão semelhante entre os dois países.

 

2 – Café

É a bebida mais amada pelos brasileiros e também a mais consumida, ficando na frente do arroz e do feijão, inclusive. O Brasil é um país que se fortaleceu economicamente devido a esse produto tomado por 80% da população que fazem o seu uso diariamente.

Ele não tem origem brasileira, muito menos europeia. A lenda é que os grãos de café foram transformados pela primeira vez em bebida por um pastor de cabritos, na Abissínia, hoje chamada de Etiópia. Mas são os árabes os verdadeiros propagadores da arte de se tomar café, que ensinaram aos holandeses esse hábito espalhando assim o café por toda a Europa.

No Brasil, ele foi trazido da Guiana Francesa pelo Sargento-Mor Francisco de Mello Palheta a pedido do governador do Maranhão e Grão Pará, para a cidade de Belém. De qualquer maneira, é inegável a paixão dos portugueses pelo mesmo produto. A disputa para saber quem bebe e ama mais esse grão de cheiro maravilhoso pode ir longe.

 

3 – Festa Junina

Festas de São João, no Porto

As Festas Juninas marcam as festividades católicas em homenagem aos santos e são comemoradas durante o período de junho e julho, tanto no Brasil como em Portugal. Como a fé cristã foi trazida para o Brasil, não poderia ser diferente a origem dessa festa brasileira. Ela veio da Europa, mais precisamente trazida pelos portugueses durante as missões jesuítas que tentavam catequizar os índios brasileiros.

As fogueiras por exemplo, foi um hábito preservado no Brasil, mas que nas festas juninas portuguesas nem acontecem mais. Como aqui a festa é realizada durante o inverno, incorporamos o quentão, as comidas típicas de milho e roupas quentes. Mas as festas juninas de Portugal acontecem no verão, por isso a festa é para deambular livremente pelas ruas da cidade, com roupas leves, o aroma de sardinha que são feitas para a comemoração, além do costume português de trocar vasos de manjericão com a vizinhança.

As festas no fim, são bem diferentes (ver festa portuguesa na imagem acima), mas a intenção da celebração é a mesma.

4 – Carnaval

Caretos – Festas de Domingo Gordo e do dia de Carnaval em Podence

O Carnaval é uma festa de raízes europeias. Em Portugal, ele já foi chamado de Entrudo e acontecia antes da Quaresma católica. Como os portugueses passariam 40 dias de jejum durante a preparação da Páscoa, eles festejavam e se despediam de todos os tipos de excesso, como a luxuria e a gula, vestidos de máscaras e roupas coloridas como a imagem acima.

No Brasil, o Carnaval teve início durante o período colonial. Com influência direta dos portugueses, no Brasil o Entrudo era uma festa praticada pelos negros e pobres que se divertiam nas ruas fazendo troças como jogar balões com farinha, água e até urina em quem estivesse por perto. A elite brasileira por sua vez, não se misturava na brincadeira e tentou tomar a festa, tornando-a um pouco mais luxuosa, dentro de clubes e teatros fechados.

O entrudo foi reprimido, a alta sociedade criou o “Congresso das Sumidades Carnavalescas” que passava desfilando pelas ruas da cidade. Mas os pobres, negros e outras camadas da sociedade que se sentiam excluídas não desistiram da festa. Até que Chiquinha Gonzaga, em 1899, compôs o que ficaria conhecido como a primeira marchinha de carnaval da história brasileira: “O Abre-alas”.

Daí em diante, o carnaval vestiu sua verdadeira face popular. A sua origem pode até não ser brasileira, que nos desculpem os europeus, mas não há nenhum outro país do mundo que faça um carnaval como o nosso.

 

5 – Sertanejo

É claro que o sertanejo é puramente brasileiro. Mas podemos fazer associações por semelhança baseadas num outro estilo musical bastante popular para os lusitanos e que lembra bastante o ritmo caipira.

A “Pimba” é um estilo de música muito parecido com o Sertanejo. Ambos tem suas raízes fundadas no ruralismo, nas cidades interioranas do país. Além disso, a característica dos cantores da Pimba é usar chapéu estilo Cowboy, tocar um acordeon com um sorriso no rosto, e cantar músicas de ritmo animado com trocadilhos sexuais e amores não correspondidos.

No Brasil, o chapéu, a sanfona e o enredo das músicas sertanejas lembram demais o estilo “Pimba” português. Confira a semelhança no vídeo acima.

 

6 – Nomes estranhos

O brasileiro adora caçoar da criatividade exacerbada do nosso povo na hora de colocar nomes estranhos não só em pessoas, mas também nas cidades. Trocadilhos engraçados, referências bizarras, o que não falta são exemplos de nomes estranhos que temos no Brasil.

Mas o que os brasileiros não sabem é que em Portugal eles também tem esse costume. Provavelmente temos um humor muito mais parecido com os lusitanos do que supõe a nossa vã biografia cultural

Em Portugal você pode visitar a cidade de Bagaceiras, Cabaços, Sítio das Solteiras, Purgatório e Pedaço Mal, isso só para não deixar a lista muito grande. Enquanto no Brasil, Entrepelado, Braço do Trombudo, Passa e Fica, Pau dos Ferros e Exú fazem a alegria dos brasileiros.

 

7- Todos contra as “Blitz”

O Brasil é famoso e reconhecido pelo seu “jeitinho brasileiro” de fazer o bem, mesmo fazendo o mal. A fama da malandragem brasileira é notória, mas não é uma exclusividade brasileira e pode ter raízes mais profundas do que imaginamos.

Sabe quando você está dirigindo na estrada e começa a ver os motoristas ligando e desligando rapidamente o pisca-alerta? Bem, essa é uma “camaradagem” brasileira de avisar aos outros motoristas que logo à frente há uma blitz e portanto, algumas preocupações como cinto de segurança devem ser tomadas.

Contudo engana-se quem pensa que esse é um hábito exclusivo desse país. Aparentemente os portugueses também não gostam nenhum pouco de serem pegos de surpresa e também tem o mesmo costume de avisar os outros motoristas de que mais à frente eles podem levar uma multa.

 

8 – Estacionar na calçada

O brasileiro não sabe estacionar? Não respeita o pedestre e estaciona em cima das calçadas? Bem, apesar do trânsito português ser bem mais organizado que o do nosso país, eles não podem dizer o mesmo quanto ao ato de estacionar.

Por lá, é um costume sério estacionar nas calçadas, tanto que são instaladas próximos ao meio fio, estruturas de cimento com a finalidade de reeducar os portugueses e evitar que eles insistam em estacionar onde não devem.

Não podemos criticá-los nesse ponto, não é mesmo?

Mas e você? Imaginou que havia tantas semelhanças entre os dois países e conservadas até hoje?

Autora: Ana Luiza Andrade
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