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9 expressões que devemos a Herman José

Recordamos Herman José e as personagens mais marcantes através das expressões que saltaram do pequeno ecrã para a linguagem corrente do grande público.

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Recordamos Herman José, o seu percurso e as personagens mais marcantes através das expressões que saltaram do pequeno ecrã para a linguagem corrente do grande público.

Ao longo de quatro décadas de carreira, entre programas de humor, concursos, talk-shows e espetáculos ao vivo, Herman José parodiou os tiques de vários setores da sociedade portuguesa nas personagens a que deu vida.

Da sua cabeça saíram expressões que entraram nas conversas de toda a gente e tornaram o nosso léxico mais rico.

Recordando Herman José, aqui fica uma pequena amostra do vocabulário que a ele devemos.

Uma pomada – José Esteves, O Tal Canal

Em 1983, Herman teve o seu primeiro programa de humor, onde contracenava com os atores Vítor de Sousa, Helena Isabel, Lídia Franco, Manuel Cavaco, Margarida Carpinteiro e Natália de Sousa. Foi eleito em 2007 como o melhor programa de televisão dos últimos 50 anos, numa votação promovida pelo DN e pela Time Out.

O programa simulava um canal de televisão, cujas emissões incluíam, por exemplo, o “Momento Infantil” do menino Nelito e da sêdona Palmiiira, as receitas com imensa paprika de “Cozinho para o Povo”, o show de Tony Silva (o grande criador de toda a música ró) e a telenovela “O Diário de Marilu” (não me chame condensa, que me põe tensa).

O canal era dirigido pelo professor doutor Oliveira Casca, inspirado no então Presidente Eanes. De todas as personagens, a mais popular terá sido o bacoco comentador desportivo José Estebes, que dava as táticas à cambada, sempre acompanhado pelo seu jarro de vinho – uma pomada!

O verdadeiro artista – Serafim Saudade, Hermanias

Em 1985, com praticamente o mesmo elenco, surgiu novo programa de autor. A ação decorria num cabaré, onde a estrela de serviço era Serafim Saudade, o verdadeiro artista que cantava músicas compostas por Carlos Paião, sempre em perfeita diálise com o seu publicuzinho.

Para a história ficou também o sketch dos Caixões Vilaças, em que Herman contracenava com Margarida Carpinteiro; os atores não conseguiram controlar o riso e a cena foi para o ar assim mesmo, coisa impossível até então.

Outra novidade foi a figura do censor Mário Cortes, o cameramanque interrompia a emissão quando achava que os níveis de decência eram ultrapassados, uma fórmula recuperada anos mais tarde pelo Diácono Remédios.

Ó p’ra mim – Maximiana, Humor de Perdição


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Humor de Perdição passou na RTP entre 1987 e 1988, e mostrava os bastidores de um estúdio de televisão. Ficou marcado pela primeira grande polémica da carreira de Herman, por causa das “entrevistas históricas”, cuja escrita teve também o dedo de Miguel Esteves Cardoso.

No antepenúltimo episódio, a entrevista à Rainha Santa Isabel foi cortada e os últimos dois episódios já não foram para o ar.

Para a posteridade ficou sobretudo a personagem Maximiana, a mulher de voz esganiçada oriunda da Merdaleja (ó p’ra mim toda lampeira!), que nesta série era uma mãe renegada pela benzoca Pureza (ou Marisol), interpretada por Ana Bola, numa paródia aos novos-ricos que escondiam as suas origens humildes.

(cont.)

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